sexta-feira

Árvore: 39

Nome popular: Jatobá
Nome científico: Hymenaea courbaril
Família: Leguminosae
Origem: Brasil

Etimologia
Aspectos ecológicos
Planta semidecídua, é pouco exigente de em fertilidade e umidade do solo, geralmente ocorrendo em terrenos bem drenados. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis. É uma frutífera raramente cultivada, porém abundante em seu habitat natural, na mata semidecídua da Bacia do Paraná e na Floresta Amazônica de terra firme.

Informações botânicas
Árvore de 15-20 m de altura (até 30 na região Amazônica), dotada de copa ampla e densa com tronco mais ou menos cilíndrico de até 1 m de diâmetro. Flores brancas e grandes, os frutos são vagens curtas de 6-13 cm de comprimento, de cor marrom escura, contendo 3 a 8 sementes duras de cor marrom, envoltas por uma substância farinácea adocicada com cheiro de chulé.
Características e usos da madeira
Sua madeira é pesada, muito dura ao corte, de média resistência ao ataque de de insetos xilófagos sob condições naturais. A madeira é empregada na construção civil, como vigas, caibros, ripas, para acabamentos internos, como marcos de portas, tacos e tábuas para assoalhos, para confecção de artigos de esporte, cabos de ferramentas, peçastorneadas, esquadrias e móveis.
Outros usos
A árvore, de fácil multiplicação, não pode faltar na composição de reflorestamentos, heterogêneos e, na arborização de parques e grandes jardins. Os frutos possuem uma farinha comestível e muito nutritiva, consumida tanto pelo homem como pelos animais silvestres. A polpa farinácea é consumida in natura ou transformada em mingau. A planta libera uma goma resinosa que é recolhida sob a árvore e usada para o preparo de incenso e verniz. Tribos indígenas da Amazônia tem usado esta goma para fazer placas para os lábios, bem como para fins medicinais. O emprego dessa planta na medicina indígena amazônica é muito antigo. A casca moída é usada por algumas tribos do Peru e das Guianas contra diarreia. A seiva é usada por indígenas amazônicos contra tosse e bronquite e o chá da casca para problemas estomacais, para o tratamento de pé-de-atleta e fungos dos pés.

Referências bibliográficas
LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. 4 ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 1992.
LORENZI, H.; SARTORI, S. F.; BACHER, L. B.; LACERDA, M. T. C. Frutas brasileiras e exóticas cultivadas (de consumo in natura). São Paulo – SP; Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2006

LORENZI, H.: MATOS, F. J. A. Plantas medicinais no Brasil nativas e exóticas. Nova Odessa – SP: Instituto Plantarum, 2002.

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